Sexestima - Sexologia e Terapia de Casal e Sexual

Imagine a seguinte cena: um homem sai pela primeira vez com uma mulher e, na ansiedade e excitação máximas do primeiro encontro, ejacula precocemente. Já começa um jogo de frustração. Aumenta a cobrança para “impressionar a parceira”, e ele acha que o sexo se resume ao desempenho do pênis, vinculando o prazer da mulher à própria ereção.

Ele então aguarda alguns minutos e tenta de novo, mas ignora que ainda está no que chamamos de período refratário. E o que é isso? Diferente da mulher, que se recupera em poucos minutos, o período que sucede o orgasmo no homem é marcado por uma espécie de esgotamento que inviabiliza uma nova ereção. É como se o corpo desligasse o sistema, e às vezes isso dura horas, dependendo da idade!

Mas nosso amigo não sabe disso. Tenta uma nova penetração, mas não consegue. O constrangimento aumenta, ele se sente mal e desiste da transa, sem nem cogitar a possibilidade de continuar o jogo com a parceira, afinal, o suposto personagem principal saiu de campo.

Dali a alguns dias, o rapaz tem outro encontro. Só que agora leva o trauma mal resolvido da noite anterior, com a cobrança de ter uma ereção e ainda controlar a ejaculação. O desfecho é bem previsível: com tanta pressão, é bem possível que acabe travando na hora H. E segue aí um ciclo de gatilhos para uma disfunção bem mais complexa, de ordem psicológica, decorrente de um desconhecimento sobre o próprio corpo e sobre as possibilidades de uma relação que proporcione prazer à parceira sem depender exclusivamente do seu pênis.

É nesse tipo de circunstância que homens jovens recorrem ao uso de medicamentos para facilitar ereção, que funcionam mais como placebo do que pelos princípios ativos. E, adiando o problema com a muleta dos comprimidos, pode chegar o dia em que nem o placebo nem o remédio funcionem mais.

Eis mais uma situação em que se deve procurar uma terapia com profissional especializado em sexologia o quanto antes, sem vergonhas infundadas, constrangimentos ou cobranças!

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