Vulvodínea e o impacto na vida das mulheres

Vulvodínea afeta milhares de mulheres desde a adolescência até a menopausa, com impactos na qualidade de vida, sobretudo na vida sexual. Ao longo do tempo, a Vulvodínea recebeu várias denominações que tentavam traduzir seus diversos sintomas: como ardor, irritação, dor etc. Contudo, tais sintomas podem ter causas diversas, seja de ordem fisiológica, genética, patológica ou psíquica.

É comum que essas mulheres percorram vários especialistas na busca de alívio para os sintomas, muitas vezes sem êxito. Isso muitas vezes ocorre porque fatores psíquicos podem ser os verdadeiros responsáveis pelo desconforto vulvar crônico que faz com as mulheres acometidas evitem as relações sexuais.

Parece difícil compreender como uma dor física, real e identificável possa ter origem emocional. E não são apenas as experiências anteriores as responsáveis por essa condição; situações vivenciadas no presente também interferem, como ansiedade, excesso de expectativas, cobranças, baixa autoestima. Soma-se a isso a possibilidade de a paciente, sentindo-se na obrigação de agradar o parceiro, insistir em ter relações sexuais, mesmo que isso lhe cause dor, o que acaba por piorar sua condição.

O tratamento da Vulvodínea é essencialmente multidisciplinar, com envolvimento de especialistas de áreas distintas, como medicina, psicologia, fisioterapia, que atuam de forma integrada para redução dos sintomas, melhora da qualidade de vida e recondução da rotina sexual de forma gradual e dentro de reais expectativas.

A medicina poderá, se necessário, prescrever medicamentos tópicos ou remédios orais. A fisioterapia pélvica tem relevante função no tratamento ao utilizar exercícios de contração e relaxamento, massagens na região perianal, entre outras abordagens.

Mas tudo isso depende também de acompanhamento psicológico, com terapia especializada em sexologia para que os fatores psíquicos associados à vulvodínea sejam adequadamente trabalhados.

Fonte: Febrasgo

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