Sexestima - Sexologia e Terapia de Casal e Sexual

Preconceito e ignorância: os inimigos da prevenção

O Dia Mundial de Luta contra a AIDS é comemorado anualmente em 1º de dezembro e foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), em uma Assembleia realizada em outubro de 1987. Entre as atividades da campanha de luta contra a doença está prevista a iluminação de prédios públicos com luzes de cor vermelha. 

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) é uma doença provocada pelo vírus (HIV) que  ataca o sistema imunológico e provoca uma alteração no mecanismo de defesa do corpo, ocasionando o surgimento mais frequente de doenças.

 

As práticas sexuais de risco são o motivo da maior parte dos casos no mundo inteiro, caracterizados por aqueles encontros íntimos nos quais não se sabe sobre a saúde da outra pessoa e que implicam em uma penetração vaginal, anal e oral sem o uso do preservativo, o que favorece a transmissão da AIDS através do contato de fluídos corporais do infectado com o sangue de uma pessoa saudável. Outra forma comum de transmissão são as transfusões de sangue ou compartilhamento de seringas e agulhas infectadas.

 

Apesar de hoje a grande maioria da população conhecer as formas de transmissão e entender que não existem grupos de risco, os consultórios de sexologia atendem a muitas pessoas que tem concepções erradas sobre a Aids e sabem pouco ou quase nada sobre a doença.

 

Cabe ao sexólogo (a), orientar os pacientes sobre as formas de como se evitar o contágio e também dar todo suporte emocional aos pacientes já infectados, uma vez que o avanço da doença é controlado através do uso de medicamentos e coquetéis cada vez mais eficientes.

 

Por tudo isso, no dia 1º de dezembro é importante que todos realizem uma reflexão a respeito de solidariedade, amor ao próximo e compaixão. Um abraço, um beijo ou um carinho, por exemplo, não são responsáveis pela transmissão do vírus. Sendo assim, não há motivos para evitar o contato com os soropositivos. Além disso, é importante frisar que o HIV não escolhe suas vítimas pelo sexo, orientação sexual ou idade.

Portanto, é fundamental que cada um reveja sua postura em relação aos soropositivos e também utilize esse momento para informar-se a respeito da doença e de como ela pode ser evitada.

O preconceito e a falta de informação são os principais problemas enfrentados pela luta contra a AIDS e os grandes inimigos da prevenção.

 

Texto do colunista Bruno Bjota

terapia sexual
Rodrigo Torres

Rodrigo Torres

Psicólogo e Sexólogo, Máster em Sexologia Clínica, Saúde Sexual e Especialista em Terapia Sexual. Coord. Instituto Ibero-americano de Sexologia no Brasil, Del. Estadual Sbrash em Minas Gerais com mais de 15 anos de experiência.

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