Importância da Educação Sexual na Infância

De tempos em tempos, infelizmente nos chegam notícias sobre violência sexual infantil, um tema delicado que traz à tona a importância e necessidade da Educação Sexual entre as crianças e famílias. ⠀

Em 2018, foram registrados mais de 30 mil casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes, o maior índice de notificações já registrado pelo Ministério da Saúde. Segundo dados do Governo, em 2019, cerca de 159 mil denúncias foram feitas, sendo 11% registros sobre violência sexual contra crianças e adolescentes, totalizando mais de 17 mil ocorrências.⠀

Em 73% dos casos, o abuso ocorre dentro da própria casa da vítima ou do suspeito, sendo cometido pelo pai ou padrasto em 40% das denúncias. Outros dados indicam que, entre 2017 e 2018, quatro meninas de até 13 anos foram estupradas a cada hora no país. ⠀

Neste contexto, é fundamental falarmos abertamente sobre a educação sexual nas escolas e em casa, além da necessidade de diálogo mais transparente sobre sexualidade. Ensinar, desde cedo, abordagens apropriadas para cada faixa etária, com conceitos de autoproteção, consentimento, integridade corporal, sentimentos e a diferença entre toques agradáveis e desagradáveis.⠀

A educação sexual integrada, compreensiva e abrangente é uma das formas mais eficazes de enfrentamento ao abuso sexual contra menores, com benefícios para a saúde sexual, física e emocional. Quando há orientação adequada, é possível realçar comportamentos sexuais responsáveis, respeito mútuo, a igualdade e equidade de gênero, assim como a prevenção de gravidez precoce, infecções sexualmente transmissíveis e, principalmente, defesa contra violência sexual incestuosa e outros abusos.⠀

Diferente do que muitos acreditam, essa iniciativa não visa ensinar as crianças a fazer sexo, mas sim oferecer oportunidades para que explorem e construam os próprios valores, comportamentos e atitudes, adquirindo habilidades de tomada de decisão, com ampla capacidade de comunicação, proporcionando-lhes bem-estar e segurança.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria e Comissão Nacional Especializada em Sexologia e Associação Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana – SBRASH.

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