Sexestima - Sexologia e Terapia de Casal e Sexual

Sexualidade e terceira idade: é possível!

Muitas pessoas nos questionam se a sexualidade, ou melhor, se o sexo continua na terceira idade. Em teoria o que acontece é uma diminuição da frequência ou da quantidade, mas os relatos dizem que a qualidade aumenta, e muito. A experiência do casal pode trazer um amadurecimento emocional tão grande que as relações sexuais se tornam muito mais prazerosas e satisfatórias.

Está claro que com as mudanças hormonais tanto em homens quanto em mulheres prejudicam a ereção, a lubrificação e os orgasmos, mas nada que uma reposição hormonal de qualidade e uma atenção especial à forma de enxergar a sexualidade facilitem e muito a adaptação à nova forma de fazer sexo. A penetração talvez não seja a coisa mais importante para esse casal, a menos que o machismo e a monotonia permeie a interação na cama desses jovens maduros. Por isso devemos distinguir sexo de sexualidade. A sexualidade envolve muito mais os aspectos psicológicos e emocionais do casal como a parceria, a cumplicidade, o autoconhecimento e até mesmo os beijos, carinhos e trocas de afeto, já o sexo, está muito mais ligado a genitalidade.

Por falar em genitais, na terceira idade ocorrem mais mudanças do que a pele enrugada, a flacidez dos seios e a disposição diminuída. As mudanças na lubrificação vaginal, no tempo para alcançar um orgasmo, na ereção menos rígida e no tempo aumentado entre uma ereção e outra (período refratário) são significativas, mas também podem ser dribladas com mais carinho, paciência e atenção às sensações. O prazer deve ser buscado com maturidade e não com o apavoramento de um jovem inexperiente.

Portanto deve-se deixar claro que, dentro de uma dinâmica multiprofissional, cuidando dos aspectos fisiológicos, nunca deixando a atividade física de lado, o sexo na terceira idade pode ser ainda melhor, com a perspectiva de que a penetração e o orgasmo talvez sejam a tradução mais ínfima e menos importante do prazer. A interação, comunhão e cumplicidade de um casal maduro e experiente devem servir muito mais para a obtenção desse prazer do que se pensa na sociedade machista e pouco moderna de hoje.

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Rodrigo Torres

Rodrigo Torres

Psicólogo e Sexólogo, Máster em Sexologia Clínica, Saúde Sexual e Especialista em Terapia Sexual. Coord. Instituto Ibero-americano de Sexologia no Brasil, Del. Estadual Sbrash em Minas Gerais com mais de 15 anos de experiência.

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