Sexting, nudes e cybersexo: o que a tecnologia trouxe para a sexualidade?

sexualidade e tecnologia

A tecnologia tem transformado diversos aspectos da nossa vida, como a forma que nos comunicamos, buscamos informações e trabalhamos diariamente. 

Mas o espectro das mudanças geradas pela era tecnológica vai além, influenciando também a forma como nos relacionamentos intimamente. 

Assim, a sexualidade tem sido alterada pela evolução constante das tecnologias e neste texto vamos abordar algumas dessas influências. Confira!

Comunicação e sexo na era da internet

Contar a história do ser humano é contar também a história de como evoluímos nossa capacidade de comunicação com o passar dos anos. 

Atrelada a essa evolução, sempre fomos acompanhados por algum tipo de tecnologia, desde o envio de cartas, passando pela ligação telefônica, até chegar à Internet. 

Entretanto, em toda nossa história, nenhuma tecnologia parece ter influenciado tanto nossa forma de relacionar e viver como a internet e seus recursos de comunicação e compartilhamento de informação. 

Assim, novas práticas e termos surgiram da interação entre sexualidade e tecnologia nos últimos anos, e vamos abordá-los a seguir. 

Sexting 

tecnologia e sexualidade - sexting

Oriundo da palavra “texting”, que inglês significa comunicação via mensagem de texto, o termo sexting já é algo bem divulgado atualmente. 

A prática, como o nome evidencia, é constituída pela troca de mensagens de conteúdo erótico por aplicativos de mensagem, como o WhatsApp e o Snapchat, por exemplo. 

No sexeting, além de conteúdos de texto, existe uma gama multimidiática na troca de informações, como o uso de imagens e vídeos. 

Nudes

Outro termo derivado do inglês, o nude nada mais é que uma foto nua de uma pessoa, seja do corpo todo ou parcial. 

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas On-line (QualiBest), em diferentes estados do Brasil, revelou que 46% dos entrevistados já haviam compartilhado fotos da própria nudez na internet. 

Cybersexo 

De forma mais ampla, o cybersexo engloba os itens anteriores e inclui outras interações de teor sexual na web, como chamadas por vídeo a dois e salas de bate-papo em sites eróticos. 

O psicólogo e sexólogo Rodrigo Torres observa que sexo virtual deve ser considerado, de forma geral, como sexo sim. 

“Acredito que o que se chama sexo virtual é sexo sim. E cada vez mais a tecnologia se tornará a maneira mais comum de comunicação e para tal é importante que se haja uma conscientização e uma naturalização do uso dessa ferramenta. Sempre lembrando que quem está atrás dos equipamentos eletrônicos são seres humanos que são responsáveis por suas ações. Dizer que não é sexo para isentar a responsabilidade é delicado.”

Cyberlove 

A evolução da internet também fez surgir outro tipo de relacionamento: o cyberlove, que é uma relação na qual a internet é o principal meio de comunicação entre o casal. 

Assim, em um cyberlove, os participantes se conhecem pela net e mantém uma relação à distância, tendo seus momentos de intimidade mediados por aplicações na web, como Skype, Redes Sociais e ferramentas de mensagem. 

Acesso facilitado à informação

Outro ponto de mudança relacionado à internet é a facilitação do acesso a informações dos mais variados tipos, incluindo conteúdos eróticos. 

Embora os efeitos de tal recurso divida opiniões de muitos, existem diversas pesquisas e estudos mostrando um crescimento em pessoas viciadas em pornografia online.

Além disso, um levantamento feito pela BBC de Londres mostrou que 55% dos homens consideram os filmes pornô como sua principal fonte de educação sexual, o que pode trazer uma ansiedade, obsessão corporal e aversão à realidade das relações sexuais, conforme afirma Rodrigo Torres. 

“O conteúdo erótico disponível nem sempre tem qualidade e isso pode sim impactar na sexualidade de quem o consome. Pornografia excessiva, compulsão por masturbação, dificuldade de socialização na vida real podem ser consequências do uso desse conteúdo erótico disseminado sem controle de qualidade.”

O fato que a tecnologia tem sido parte integrante da nossa vida por muitos anos e a tendência é que a sua influência apenas seja ampliada com o passar dos anos.

Cabe a todos, no entanto, ter responsabilidade em seu uso em todos os âmbitos, incluindo na vida sexual. 

E para você? O que você pensa sobre tema? Deixe um comentário abaixo com a sua opinião! 

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