Em busca do “prazer proibido”

Desejado pelos homens e temido pelas mulheres, o sexo anal pode ser considerado uma prática prazerosa e saudável. E não é tão difícil entender o porquê disso. Assim como os seios, os testículos, a boca e outras mucosas, o ânus também é uma zona erógena do corpo humano, onde o toque é capaz de causar excitação sexual. Apesar disso, um processo de relaxamento e dessensibilização gradual são necessários para que o prazer supere a dor inicial. Isso sem esquecer que o ato só deve acontecer após o consentimento do casal. E, sim, encarar com naturalidade é uma questão de aprendizado!

Ao longo da história, o sexo anal se tornou um tabu entre os casais. Nem todos enxergam a prática como algo natural, e o preconceito sociocultural dificulta ainda mais. Para algumas mulheres, o território se torna proibido antes mesmo de conhecer o possível prazer. Muitas delas não sabem que o sexo anal permite ter uma sensação única e possivelmente um orgasmo. A ideia primitiva de que a prática existe somente em filmes pornográficos é um dos fatores que impossibilitam que elas conheçam o que chamam erroneamente de “fruto proibido”.

Outra resistência, por parte da sociedade, é a de que alguns homens têm descoberto prazer nessa mesma zona quando estimulada adequadamente. Além de possuir as mesmas características erógenas da mulher, o homem possui a próstata que pode ser considerada o “ponto G” masculino, o que proporciona aos menos preconceituosos prazeres jamais explorados. O fato de sentirem prazer na região anal não torna os homens pessoas homossexuais, nem inferiores, da mesma forma que as mulheres não podem ser consideradas garotas de programa por sentirem prazer na “porta dos fundos”.

Entender que o prazer ocorre de diversas formas, é necessário para o casal. Às vezes, o julgamento precoce é capaz de impedir momentos prazerosos e especiais. A prática anal ainda não é tão comum, e conversar com o seu parceiro antes de tomar qualquer decisão é fundamental. A sintonia deve estar presente em todos os momentos para que não haja descompasso, que pode ocasionar dores e traumas.

A premissa básica é abrir a cabeça e desfrutar das possibilidades de desejo e do prazer. Privar-se de fantasias sexuais por medo da interpretação do parceiro e/ou da sociedade, é viver uma vida regrada e restrita. Mergulhar nas fantasias, obter as informações necessárias e se permitir, também é uma forma de redescobrir a felicidade.

Texto originalmente publicado no site História Erótica

Escrito por Rodrigo Torres

Revisão: Aline Suáres

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