Sexestima - Sexologia e Terapia de Casal e Sexual

Frotteurismo ou “encoxada” tem tratamento!

Parece estar em moda tanto nos metrôs e ônibus em São Paulo, quanto em BH. E parece que agora a moda não é só realizar o ato de esfregar-se em mulheres, mas alguns homens tem feito vídeos das tais “encoxadas” e publicado em redes sociais. O ato pode ser considerado uma parafilia (perversão ou anormalidade) que se caracteriza por um padrão de comportamento sexual desviante ou fora do que a sociedade considera como “normal”.

As parafilias podem ser consideradas inofensivas, desde que não firam fisicamente e emocionalmente aos indivíduos que dela participam, o que não é o caso das tais “encoxadas”. O frotteurismo pode deixar marcas emocionais na pessoa que sofre o “abuso” e gerar medo e/ou ansiedade ao passar pelos lugares onde isso aconteceu podendo gerar inclusive fobia social.

Segundo o site G1 só em 2014 17 homens foram presos na cidade de São Paulo por cometer a tal “encoxada” (Clique aqui e leia a matéria completa do G1). A criação de um vagão especial no metrô de Belo Horizonte também é a preocupação do presidente da Câmara da capital, o vereador Leo Burgês que recebeu abaixo assinado de mulheres com 10 mil assinaturas para a criação do Vagão Rosa. Veja a matéria completa clicando aqui!

Fato é que tal comportamento tem aumentado e a criação de vagões e assentos especiais não exime as mulheres do assédio machista e não trata o problema na raiz como um sexólogo está capacitado a fazer. O frotteurismo pode sim ser eliminado e a ansiedade gerada pelo ato pode ser extinta na fonte. O que ocorre é que muitos desses homens não sofrem necessariamente de uma ansiedade que só é amenizada quando o comportamento sexual desviante ocorre, no caso a “encoxada”, mas são homens machistas que fazem vídeos e aproveitam das mulheres pura e simplesmente para se gabar entre os amigos de grupos em redes sociais.

De todas as formas essas pessoas que cometem esse crime devem ser tratadas e acompanhadas por um psicoterapeuta que seja sexólogo que pode diagnosticar e tratar esse problema com sessões de psicoterapia sexual. Esse trabalho poderia ter um êxito ainda maior quando associado às delegacias de mulheres e aos departamentos de transportes públicos das capitais.

terapia sexual
Rodrigo Torres

Rodrigo Torres

Psicólogo e Sexólogo, Máster em Sexologia Clínica, Saúde Sexual e Especialista em Terapia Sexual. Coord. Instituto Ibero-americano de Sexologia no Brasil, Del. Estadual Sbrash em Minas Gerais com mais de 15 anos de experiência.

Ultimas do blog