A juventude é vista como a fase em que o ser humano tem mais vigor e desejo sexual.

E embora isso seja verdade do ponto fisiológico, as novas gerações têm mostrado uma queda na frequência de relações sexuais.

Isso é o que estudos conduzidos nos Estados Unidos, Reino Unido e Japão sugerem.

Quer entender um pouco mais sobre essa história? Confira este texto até o final.

O que dizem as pesquisas?

Nos Estados Unidos

O National Opinion Research Center, centro de pesquisa de opinião da Universidade de Chicago, nos EUA, realiza uma pesquisa comportamental frequentemente.

Vários assuntos são abordados no questionário dessa pesquisa, entre eles, dados sobre a vida pessoal, como a frequência de atividades sexuais.

A surpresa veio quando foram comparados os resultados de homens com menos de 30 anos que declaram estar sem sexo há pelo ou menos um ano: 28% disseram que sim.

A mesma pergunta foi feita em 2008, 10 anos antes do resultado citado acima, e a porcentagem foi de 9%, ou seja, 3 vezes menos.

Entre as mulheres com a mesma faixa etária a pesquisa também mostrou uma diminuição na frequência de relações, mas em uma taxa menor que dos homens: 8% a mais (sem fazer sexo no último ano) em comparação com 2008.

No Reino Unido

Na terra da Rainha as pesquisas também demonstraram uma queda nesse quesito, mas não apenas entre os mais jovens.

O estudo foi realizado pela British Medical Journal e usou dados de 45 mil pessoas em entrevistas realizadas desde 1990.

De acordo com a publicação, quase um terço das mulheres e homens do Reino Unido declarou não ter feito sexo nos últimos 30 dias.

Ainda segundo o estudo, menos da metade dos entrevistados com idade entre 16 e 44 anos declararam fazer sexo com uma frequência mínima de uma vez por semana.

No Japão

Um estudo do governo japonês tem preocupado o país e sua necessidade por renovação.

A pesquisa feita por lá, que aconteceu em 2017, mostrou que “42% dos homens e 44,2% das mulheres entre 18 e 34 anos são virgens.”

Além disso, os dados apontaram que 70% dos homens solteiros e 60% das mulheres solteiras não estão em um relacionamento íntimo.

Por que estamos fazendo menos sexo?

A pergunta que fica é o motivo dessas mudanças bruscas no comportamento sexual do ser humano.

E para responder tal indagação é preciso realizar um exercício de imaginação: qual inovação mudou consideravelmente nossas vidas nos últimos anos?

Sim, o advento da internet trouxe consigo diversas tecnologias que transformam nossa vida em diversos âmbitos — incluindo o sexual.

Pornografia online

O Simon Forrest, do Instituto para a Saúde e Sociedade da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, afirma que o consumo exagerado de pornografia tem um efeito negativo na sexualidade das pessoas.

Uma pesquisa online feita pela BBC mostrou que 55% dos homens consideram os filmes pornô como sua principal fonte de educação sexual.

Esse tipo de influência pode criar uma ansiedade, obsessão corporal e aversão à realidade das relações sexuais.

Em uma entrevista realizada no japão, a artista plástica Rokudenashiko, de 45 anos comentou:  “Um rapaz precisa começar chamando uma moça para sair. Muitos homens não se dão a esse trabalho. Eles veem pornô na internet e se satisfazem sexualmente dessa maneira.”

Netflix, Redes Sociais e YouTube

Atualmente as pessoas têm um grande leque de opções de entretenimento quando comparado a 10 anos atrás.

Assim, ao chegar em casa depois de um dia de trabalho, o sexo precisa “disputar” espaço agenda com a nova série na Netflix e os posts do Instagram.

Independência tardia

Outro fator levantado pelo pesquisador britânico Simon Forrest foi a tendência de os jovens morarem com a família por mais tempo atualmente.

Além disso, grande parte dos jovens estão deixando para ter relacionamentos mais longos depois dos 30 anos, o que pode contribuir para os números da pesquisa.

É difícil apontar o fator principal, e ainda podemos citar outras possibilidades como o estresse e pressão da vida moderna.

Mas fazer menos sexo é ruim?

A frequência do sexo não é necessariamente o que deve ser levado em conta para analisar a qualidade da vida sexual de um indivíduo.

O mais importante é a experiência em si, o quão agradável e enriquecedor é para o casal dividir aquele momento.

Além disso, deve-se buscar um entendimento mais profundo para que a indústria pornográfica não seja o guia da educação sexual.

A tecnologia não precisa ser um fator desagregador e sim algo que faz das nossas relações algo ainda mais satisfatório.

E você? O que pensa sobre o assunto? Deixe sua opinião nos comentários!.

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