Sexestima - Sexologia e Terapia de Casal e Sexual

Tantas pessoas talentosas, criativas, vividas, bem e mal amadas escreveram sobre o amor e ainda sim ninguém conseguiu chegar a um consenso. Talvez isso aconteça porque não exista um ponto em comum sobre este assunto. O amor é um sentimento universal, mas forma como você o sente é demasiadamente particular. É sua e ponto final. Alguns tem menos resistência para vivê-lo, outros o enxergam como um obstáculo quase intransponível. Em se tratando de amor é bem verdade que um pouco de cautela não faz mal a ninguém. Não precisa estufar o peito e se atirar ao sentimento como quem bebe uma garrafa de água no deserto africano. Assim você pode engasgar e a tosse que o amor deixa na garganta pode permanecer por tempo indeterminado impedindo você de dizer eu te amo. O ideal é não confundir cautela com medo. Porque o medo limita e impede que a gente avance, veja a realidade como ela é.
Freud, Drumond, Nietzsche, Lennon, Chico e Caetano não conseguiram decifrar o amor então não será este texto que vai atingir tal proeza. Nem eles, nem eu e você vamos conseguir. Aliás o melhor que temos a fazer é parar! Vamos parar de tentar decifrar o amor, porque o amor foi feito para ser vivido e nem tudo que a gente vive é compreendido. É necessário legenda pra saber que quando seu cachorro de estimação late e abana o rabo para você ele quer dizer: eu te amo? Amar é viver intensamente o sentimento, seja por quem for. É simples assim e gastar energia tentando entendê-lo é perda de tempo, é desperdício. Além do mais, desperdiçar qualquer coisa é politicamente incorreto hoje em dia.

Eu particularmente passei muito tempo com uma calculadora na cabeça, computando se com uma pitada de “gostar” e muito de “paixão” eu já estaria amando. E o resultado? Eu nunca acertei os cálculos! A matemática do amor não é exata. Pelo menos eu sempre compreendi que errar é humano, por isso digo: Permitam-se! Errem e acertem porque ninguém nasce sabendo como é que se faz. Se assim fosse, cada um de nós seria como Benjamin Button. Aquele mesmo que Brad Pitt interpretou no cinema. Todo mundo nasceria sabendo como se portar diante dos fatos. Mas a vida é muito maior do que o roteiro de um filme chato, previsível e sem direito a Oscar algum.

Com os desacertos do amor a gente aprende muitas lições. E evoluir é não cometer as mesmas falhas do passado, por isso desejo ardentemente que a vida nos proporcione a todos, muitas novas oportunidades para amar. Quem não quer uma segunda, terceira, quarta chance? E que fique claro: a obsessão em acertar ou medo de tentar podem te paralisar. Não deixem isso acontecer, porque na vida e no amor, o objetivo é dar o melhor de si porque não tenham dúvidas: amar é se despedir de qualquer certeza…

Fico acima de tudo com Herbert Vianna que escreveu:

“Saber amar, é saber deixar alguém te amar”.

Não apenas no dia de hoje, esta máxima é a mais importante em se tratando de amor.

 

Texto de Bruno José, Jornalista e Publicitário

terapia sexual
Rodrigo Torres

Rodrigo Torres

Psicólogo e Sexólogo, Máster em Sexologia Clínica, Saúde Sexual e Especialista em Terapia Sexual. Coord. Instituto Ibero-americano de Sexologia no Brasil, Del. Estadual Sbrash em Minas Gerais com mais de 15 anos de experiência.

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